Confusão, agressões, depredação e incêndio durante a apuração da Campeã do Carnaval Paulistano

Durante a apuração da Escola de Samba campeã do Carnaval de São Paulo, na tarde desta terça-feira, 21, dirigentes e torcedores iniciaram uma confusão generalizada que interrompeu a contagem das notas que definiriam grande vencedora.

Tiago Ciro Faria, dirigente da Império da Casa Verde, iniciou o tumulto/Imagem captado pela Rede Globo

O tumulto começou depois que Tiago Ciro Tadeu Faria, de 25 anos, apontado como dirigente da escola Império da Casa Verde, invadiu a área reservada para a apuração. O rapaz pulou as grades de proteção, pegou os envelopes que continham nas notas do quesito “Comissão de Frente” e rasgou as fichas.

Aproveitando-se do momento, outros torcedores invadiram o espaço, chutaram as taças e começaram a espalhar as demais notas. Os seguranças privados e a polícia militar conseguiram deter a confusão e cinco pessoas foram detidas, entre elas o dirigente da Império.

Com o tumulto armado, na área das diretorias das Escolas de Samba, torcedores começaram a descer a arquibancada e cadeiras de plástico foram arremessadas contra a mesa que dirigia os trabalhos de apuração.

Torcedores da Gaviões desceram da arquibancada, jogaram mesas e cadeiras de plástico e invadiram o espaço da apuração

A torcida da Gaviões da Fiel começou a depredar o espaço da apuração e invadiu a pista lateral da Marginal Tietê, seguindo em direção à quadra da Escola. Grades foram arremessadas, placas de metal depredadas e um princípio de incêndio atingiu a área reservada aos carros alegóricos no Anhembi, destruindo a alegoria da Pérola Negra. O fogo foi controlado, impedindo que outros carros utilizados no desfile das campeãs fossem atingidos.

A Polícia Militar reforçou seu efetivo com integrantes do Esquadrão de Choque, realizando a escolta dos manifestantes exaltados em direção à quadra da Gaviões.

Segundo a organização, a confusão ocorreu devido à troca não comunicada de dois jurados, instantes antes do desfile no Anhembi. Para Paulo Sérgio Ferreira, presidente da Liga das Escolas de Samba (LIESA), o problema é “que tem escola que não sabe perder. A escola vem na avenida, canta o samba errado e depois quer tirar o julgador de samba-enredo”.

A LIESA não soube informar se haviam cópias das cédulas destruídas e também ainda não decidiu como será a definição da Escola Campeã de São Paulo. No momento do tumulto, a Mocidade Alegre liderava a disputa.

Das cinco pessoas detidas pela Polícia Militar, estavam o dirigente da Império da Casa Verde, Thiago Faria, que iniciou o tumulto e as agressões, e Cauê Santos Pereira, da Gaviões. Todos foram levados ao 13º Distrito Policial.

Já circula pelas redes sociais a informação de que Tiago Faria teria feito um ensaio sensual para a revista G Magazine, em 2009. Na publicação ele se descreveu como “muito romântico, mas com jeitão de safado” e aparece com o nome de Thiago, com “h”. A revista G não confirmou a informação.

Circula, pelas redes sociais, informações dizendo que o iniciador de todo o tumulto posou para a revista G Magazine em 2009

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