Conselho de Psicologia proíbe psicólogo de professar sua fé e homofobia com pacientes

A psicóloga que atua em Curitiba foi proibida pelo CFP de professar sua fé quando do exercício da profissão

Marisa Lobo, psicóloga de Curitiba, que atua na recuperação de dependentes químicos e promove terapias de “cura” da homossexualidade terá até o próximo dia 24 de fevereiro para retirar suas opiniões religiosas de seus sites e demais endereços da internet.

A decisão é do Conselho Federal de Psicologia (CFP) que analisou o caso depois de denúncia oferecida ao órgão de classe por ativistas LGBT, ateus e usuários de maconha que não concordavam com a interferência religiosa da profissional no tratamento de seus pacientes.

Ela foi chamada ao CFP na última quinta-feira, 9 de fevereiro, onde ficou ciente da decisão do órgão sobre a retirada das opiniões religiosas das páginas delas na internet como sites e Twitter.

Na ocasião foi lido, ainda, para Marisa Lobo, o código de ética dos psicólogos, afirmando que, ao expressar suas crenças religiosas ela estaria violando os termos do conselho, principalmente quando induz posições contrárias à homossexualidade.

Nesse caso, a situação é ainda mais grave, pois há uma Resolução do Conselho que proíbe práticas de “cura” ou “conversão” da homossexualidade em heterossexualidade.

Marisa assinou um documento e terá 15 dias corridos para adequar o material de seu site marisalobo.blogspot.com e de seu Twitter @marisalobopsico. E 30 dias corridos para adequar o site www.psicologiacrista.com.br.

A profissional, que professa a fé cristã e se considera evangélica e agendou uma reunião com o senador Magno Malta – principal opositor aos direitos LGBT no Congresso Nacional – para tentar continuar a professar sua fé quando do exercício de sua profissão.

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