O Presidente Nicolas Sarkozy começou uma intensa campanha para sua reeleição na França. E nessa corrida tudo leva a crer que o chefe de estado francês não terá um forte apoio da comunidade LGBT local.

"Nestes tempos conturbados, quando a nossa sociedade precisa de referências, eu não acho que devemos manchar a imagem desta instituição social e vital que é a do casamento (entre homem e mulher)", declarou ao Le Figaro
Sarkozy tem disparado declarações cheias de extremo conservadorismo e cada vez mais ligadas às instituições religiosas. Em sua última entrevista para a revista “Le Figaro”, na qual foi questionado sobre sua posição quanto ao casamento gay, revelou-se completamente contra.
“Nestes tempos conturbados, quando a nossa sociedade precisa de referências, eu não acho que devemos manchar a imagem desta instituição social e vital que é a do casamento [entre homem e mulher]“, declarou o presidente.
Quanto à adoção de crianças por casais do mesmo sexo, Nicolas Sarkozy também foi duro: “Esta é uma das razões porque não sou a favor do casamento gay. Ele abriria a porta à adoção. Eu sei que há, de fato, situações especiais de homens e mulheres que tomam o papel de pais e mães perfeitamente. Mas isso não me leva a pensar que se deve existir uma nova definição de família”, declarou.
As declarações já eram mais que esperadas, afinal, há tempos que o presidente francês tem se aproximado da extrema direita para garantir sua reeleição, é só lembrar que foi acusado de ser um dos mentores do escândalo sexual envolvendo o então Diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, cotado pelos socialistas franceses para substituir Sarkozy este ano.
O escândalo do ex-diretor-gerente com uma camareira de um hotel em Nova Iorque abriu caminho para o atual chefe do estado francês se reconduzir ao cargo, deixando órfão o partido socialista durante as primárias para as eleições de 2012 na França.

