Homofobia no futebol

Se você achou que era mais uma notícia de torcida organizada empunhando ostensivamente faixa contra a comunidade LGBT, está enganado. A Rede BBC dedica um documentário sobre a homofobia no futebol inglês, onde sair do armário ainda é um verdadeiro tabu.

Muitos sustentam que a luta contra a homofobia parte da família. Ter entre os próprios parentes uma pessoa homossexual pode ser o início para dizer não ao ódio contra quem ama pessoas do mesmo sexo. Além da educação, portanto, a experiência de conviver com homossexuais, ajuda a diminuir o preconceito e a violência contra gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais.

Joey Barton: “É um tema que prezo muito porque o irmão mais novo do meu pai, o mais jovem dos meus tios, é gay"

Um bom exemplo é o jogador inglês Joey Barton, que recentemente engajou-se numa luta pessoal contra a homofobia no futebol: “É um tema que prezo muito porque o irmão mais novo do meu pai, o mais jovem dos meus tios, é gay. Por muito tempo, eu não sabia”, revelou no documentário da BBC “Britain’s gay footballers”, apresentado por Amal Fashanu, sobrinha do primeiro jogador de fama mundial a admitir a própria homossexualidade, Justin Fashanu.

A carreira de Fashanu foi cercada de polêmica, pois ele assumiu ser homossexual em 1990. Sua passagem por clubes, iniciada profissionalmente em 1978, no Norwich City, não foi muito expressiva, atuando em clubes de pequeno e médio porte da Inglaterra.

Fez sucesso no Nottingham Forest, clube que defendeu entre 1981 e 1982, com curtas passagens por Adelaide City e Southampton, ambas por empréstimo.

Justin Fashanu assumiu ao tablóide inglês The Sun sua homossexualidade em 1990 e, depois disso, viu sua carreira ruir

Em 1990, Fashanu assumiu, em entrevista ao The Sun, ser homossexual, tornando-se (até hoje) o único jogador de destaque no futebol da Albion a fazê-lo. A manchete de capa do tabloide (edição de 22 de outubro) dizia: £1m Football Star: I AM GAY (Estrela do futebol de 1 milhão de libras: Sou gay). Muitos ex-companheiros de equipe reagiram mal à declaração, afirmando que os gays não tinham lugar em um esporte de equipe.

Barton, jogador de 29 anos do “Queens Park Rangers” afirma estar convicto que se os jogadores de hoje dessem um exemplo melhor para seus fãs, a Inglaterra poderia começar a erradicar a homofobia do esporte. Barton acredita que, com essa mudança comportamental, em torno de dez anos a série A britânica poderia ter uma grande estrela declaradamente gay.

Esperamos poder assistir a esse novo tempo no futebol britânico!

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