Projeto de primeira casa de repouso LGBT da Espanha ganha terreno de prefeitura

Ilustração do projeto do asilo LGBT em Rivas-Vaciamadrid. Touza Arquitectos

Um grupo de gays idosos espanhóis está revoltado contra a discriminação que este segmento sofre e estão unindo forças para construir o primeiro asilo para a comunidade LGBT do país.

“Os homossexuais que vão para asilos tradicionais, na sua maioria, precisam voltar para dentro do armário e fingir que são heterossexuais”, declarou Federico Armenteros, um dos responsáveis pelo projeto. “Este será um espaço aberto para todos e todas, onde ninguém vai precisar esconder a sua orientação sexual”.

Em um país onde a geração acima dos 40 anos cresceu sendo ensinada que homossexuais são doentes e criminosos, o clima na maioria das casas de repouso ainda é extremamente homofóbica.

Armenteros, presidente da ONG LGBT chamada Dezembro 26, já encontrou o local para implantar o projeto. O terreno foi doado pela prefeitura de Rivas-Vaciamadrid, uma cidade dormitório na região metropolitana da capital, Madrid.

Agora a ONG precisa encontrar 120 pessoas LGBT para fazer parte da cooperativa que irá levantar o empréstimo bancário para financiar a construção do asilo, aproximadamente 20 pessoas já demonstraram interesse.

“Teremos uma academia, uma biblioteca, uma lavanderia e uma sala de reuniões. Teremos até nosso próprio mercado e restaurante”, afirma Federico.

A Casa de repouso deverá custar aproximadamente mil euros por mês, bem abaixo dos 1,4 mil euros cobrados pelos asilos de Madrid.

Segundo o projeto, 30 profissionais serão contratados para cuidar dos 230 residentes em 120 apartamentos e studios que farão parte do complexo.

Armenteros faz questão de dizer que não será um lugar só para gays, lésbicas ou transexuais. “O que nós queremos é um espaço que respeite a diversidade e que acolha todo mundo”

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